Estupido Pensar


Este blog está mudando de endereço.
Agradeço a todos que nesses aproximados 3 anos de blog visitaram e comentaram.
Não deixarei de escrever, continuarei com o Estupido Pensar no endereço: www.estupidopensar.wordpress.com
Aos que tem meu link em seu site, por favor atualizem, aos que quiserem adicionar agora, fiquem a vontade.
Não gosto muito de despedidas, prefiro lhes dar boas vindas no outro endereço.

Grande abraço a todos.

Felipe Mentiaca



Escrito por f e l i p e m e n t às 14h01
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Acho que sou louco
Louco de pedra
Louco da vida
Louco de manicômio
Louco de medo
Louco de sede
Louco de fome
Louco de vontade
Louco de paixão
Louco de amor
Apenas louco
Louco
Louco
Quem não é louco?
Eu sou louco
Louco de tudo
Um pouco louco
De vez em quando rouco
Um tanto quanto solto
Porém sempre louco
Solto, pouco, louco
De pedra, de medo, de amor
Louco puro
Pura loucura
Loucura, secura, gastura
Gastura? Secura?
Secura de loucura?
Louco de loucura
Tudo isso é maluquice pura
Rima pura, rima de loucura
Louco puro
Puro louco
Louco de pedra
Louco de medo
Louco de amor
TUDO
é
Pura Loucura.



Escrito por f e l i p e m e n t às 02h31
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A tristeza me sorriu mais uma vez
De uma certa forma que não sorria há muito tempo
Me pediu licença e desferiu um golpe certeiro no coração
Senti a lamina gelada de seu punhal rasgar minhas entranhas
E o sangue quente inundar a mão da assassina

Ao que me parece sobrevivo a mais um atentado violento
A morte me olha de lado e espera
Seu hálito volta a estar perto como noutros tempos
E sinto o fedor pútrido que exala daquele ser imaginário

De tempos em tempos a agonia é maior que tudo
E não consigo suportar tamanha dor
Nestes dias tudo o que você não quer é o que você consegue
As quatro paredes de seu quarto sufocando sua alma
E o vento frio da rua lhe fazendo ter vertigens

Mas é só um período
Como tantos outros que passaram
Vou aprendendo a lidar com essa maldição

Quando for minha vez
E a morte se apresentar
Assim gostaria que fosse escrito ou declamado:

Ele amava sua família
E amava seus poucos e bons amigos
Ele morreu sem se permitir ser amado.



Escrito por f e l i p e m e n t às 23h21
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Ando num bloqueio para escrever, e pra não parecer que abandonei o blog (depois de 1 mês sem postar nada), vou deixar aqui um trecho duma musica que eu gosto, e que é uma das coisas que eu gostaria de ter tido a genialidade de escrever.
Há quem não goste e ache brega. Mas em meio a rihanaS, puffy dadyS e justin timberlakeS creio que seja algo bem melhor.
Acredito que seja de autoria de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, se não for dos dois, é de um dos dois.
Prometo postar algo meu logo em breve.

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor



Escrito por f e l i p e m e n t às 20h00
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Ele fazia pequenos gestos para que ela reparasse nele
Ela se perguntava por que ele não a olhava
Por que ele tentava chamar atenção de mais alguém se ele já tinha a sua
Ele tentava lhe arrancar algum sorriso sem que ela percebesse
Mas não conseguia reparar nas pequenas variações de expressões que ela controlava por causa de sua timidez
Ambos pensavam simplesmente em estar juntos um do outro
Mas sentiam-se tão afastados ao mesmo tempo, que cada vez mais se entristeciam
Nenhum dos dois percebia que suas mentes pensavam em uníssono
Que suas almas rugiam pelo calor um do outro e que não haveria escapatória hora ou outra
Talvez, simplesmente ainda não fosse a hora certa
Talvez não devesse ser tão simples assim
Mas quem disse que coisas como essas são simples?
Ele odiava toda essa dificuldade
Ela também, mas achava graça, e um tanto quanto excitante tudo isso
Ele jurava que se declararia da próxima vez
Ela prometia não dizer “não”
A hora certa chegaria
Paciência ela dizia
Confiança ele queria
Certas coisas não são sem motivo ou razão
Apenas acontecem sem controle
Ao fim de tudo
Ela não disse “não”.


Escrito por f e l i p e m e n t às 03h28
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Exigências
Sempre as exigências de sempre
Perdemos pessoas importantes
Perdemos momentos importantes
Deixamos escapar o futuro por nossas mãos
E deixamos que venha um futuro que não é do nosso agrado
Por preocupações
Por cobranças absurdas
Por relaxamento
Pense se você realmente queria perder tantas coisas que perdeu
E se valeu a pena
Deixar que alguém se fosse
Deixar que algo não acontecesse
Deixar de tentar ser feliz por medo
Com certeza eu não queria que ela fosse embora
Não queria perder aquele tempo que agora não existe mais
Nem que fosse num ultimo instante
Segurar
E fazer tudo ficar mais lindo
Tentar ser feliz
Ser feliz ao menos uma vez
Ter você de volta
E o tempo que passou nesse instante
Ter de volta tudo que deixei
E me arrependi por toda vida
Tentar ser feliz ao menos uma vez.


Escrito por f e l i p e m e n t às 01h27
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"Um poeta sem sentimento de morte não é um grande poeta."

Cioran


Pela primeira vez vou usar as palavras de outro que não eu.
Esta frase, que peguei de um texto que me foi enviado pelo meu irmão (gropius.org), coube direto no que andava pensando nesses dias.

Pensando na vida, e na falta de vida.
Vivendo, e morrendo aos poucos a cada dia.
O sentimento e a vontade de desaparecer por completo ultimamente tem me parecido sublime.
Sempre flertei com a morte, mas como com qualquer outra donzela tive medo de me aproximar.
Tantas vezes escrevi sobre essa atração, e tantas outras senti vergonha por tal afeição.
Impossivel será esquecer algum dia essa velha paixão.
Mas enquanto nenhum fato é consumado,
Vou escrevendo sobre essa minha solidão.




Escrito por f e l i p e m e n t às 22h41
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Ele não tinha vida
Ele não tinha companhia
Ele não tinha nada
Ele apenas queria
Queria saber como viver
Ele apenas vivia
Um dia após o outro
Pensando
Pensando no que faria
Vivendo outra vida
Vivendo a vida de outros
Tentando na alegria alheia
Encontrar sua própria alegria
Ele não sabia o que era a alegria
Ele apenas vivia
Tentando se encontrar
E encontrar a companhia
Que não tinha
Tentava viver as custas de outros
Tentado viver sem saber
Sem realmente saber o que fazer
Ele somente fazia
Sem saber no que se tornaria
Rezava
Sem saber se encontraria
Alguma razão pra sua vida
Ele bebia
Bebia sem saber o porque bebia
Ele fumava
Sem saber o porque fazia
Sem saber qual era o gosto
Simplesmente estava em sua fantasia
Vivia em fantasia
Sem saber ao menos no que fantasiar
Apenas seguia
No seu universo paralelo
Tentando rir em demasia
Mas no fim
Sempre desistia
Não era sua verdadeira vontade
Tentava chorar
Mas não conseguia
Lagrimas
Em seu vocabulário não existia
Ele apenas ia vivendo
Fingindo
Fingindo saber viver
Fingindo que aprenderia.



Escrito por f e l i p e m e n t às 00h19
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Talvez meus sonhos
Não sejam sonhos meus
Talvez eu não queira tudo isso
Talvez eu não precise
Ou talvez
Eu queira me enganar agora
Pois tudo o que eu quero
Me parece diferente do que todos querem
Mas mesmo assim me parece tão difícil
Conseguir tudo o que eu quero
Mesmo me parecendo tão simples as vezes
E tantas vezes sinto que são desejos impossíveis
O que eu desejo saiu de moda
O que eu quero
Simplesmente não existe mais no mercado de sonhos
A mulher que eu ame
Uma mulher que me ame
Talvez uma pequena casa
Numa pequena cidade
Uma pequena família
Nada de riqueza
Apenas felicidade
Algo que aqueça meu coração
Algo que me diga enfim
Que eu não vivi em vão.

I'm just a dreamer.



Escrito por f e l i p e m e n t às 01h50
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Estava pensando em inércia

Como se ela me perseguisse

E eu não fugia

Será por efeito de uma inércia que já havia me alcançado?

Ou por não ter medo de que alguma me pegasse?

Talvez alguma inércia inesperada tenha se alojado em mim sem que eu percebesse

E agora que me dei conta da inércia

Me imagino numa perseguição

Sem perceber que já fui capturado

E agora?

Onde ela vai me levar?

Será que terei forças para me libertar?

Quem sabe algum dia

Quando eu não possa mais suportar

Essa inércia.



Escrito por f e l i p e m e n t às 02h58
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Eu procuro a morte em pequenos frascos
E encontro frascos em pequenas mortes
Pequenos frascos com partes de essência
A minha essência em partes
Minhas partes em pequenos frascos
Um pouco de mim vou encontrando
Em pequenas mortes que vou causando
Morte das partes de minha essência
Minha essência que se esvai em pequenos frascos
Gastos
Gastos com desprezo
Gastos sem perdão
Simplesmente perdidos
Perdidos sem razão.


Do que é feita a minha essência?
          de arrogância...

Do que é feita a sua essência?



Escrito por Anonymous às 02h10
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Quero escutar vozes amigas
Algo que me conforte e alegre
E não essas vozes que me alucinam
Vozes estranhas que vem não sei de onde
Provavelmente de mim mesmo
Vozes que me afligem
Que eu mesmo me atormento
Por essa solidão
Por essa falta de ação
Pedindo um pouco de afeição
Quero ouvir as vozes que dizem que a vida é bela
Que faço falta a ela
Que diga que sou importante
Não apenas mais um ignorante
Quero me sentir feliz ao menos uma vez ao ano
Quer ouvir a voz de quem eu amo.



Escrito por Anonymous às 21h37
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Venho procurando entorpecentes
Entorpecentes para a mente
Algo que alivie meus pensamentos
Algo que livre meu coração de agonias
Drogas impossíveis
Mantras mirabolantes
Alucinógenos mágicos
Mas em nada encontro conforto
Estes apenas confundem meus pensamentos
E enganam minhas duvidas
Eu conheço um poderoso entorpecente
Um raro alucinógeno
Que cura e alivia minha confusão
No momento não consigo mais uma dose
Tento me esforçar para consegui-la
Nada de cocaína
Nada de anfetamina
Para chegar ao estado que desejo
Para estar em completo torpor
Preciso apenas conquistar o seu amor.



Escrito por Anonymous às 03h12
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Ah, como é simples pedirmos mais dos outros do que de nós mesmos
Como é simples cobrarmos os outros por ações e atitudes quando não olhamos para nossos próprios erros e mesquinharias
Simples
Simples assim
Querer, sem dar em troca
Queremos amor, queremos carinho
Queremos atenção, queremos compreensão
Mas retribuir é muito cansativo
Queremos colocar o dedo na ferida alheia
Mas por favor não coloque o dedo na minha ferida
Não quero ser magoado
Quero apenas magoar sem perceber
Quero magoar sem ser criticado
Por favor aceite minhas grosserias e cale sua boca
Engula o bastante
Mas quando enjoar não vomite tudo em cima de mim
Simples assim.



Escrito por Anonymous às 04h45
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A vida e a morte estão presentes em todos instantes de nossas vidas
Nossa fragilidade é absurda e nem percebemos
O quão insignificante somos
E que nossos desejos não são nada
Comparados ao destino que nos é traçado
Sentimentos me vêm a flor da pele ultimamente
E em minutos me sinto pequeno
Me sinto triste
Me sinto cheio de ódio
Simplesmente me sinto um nada

A constância já não é a mesma
E me sinto pego de surpresa a cada momento
Quando vejo uma barbárie
Quando escuto um absurdo
Quando me encontro sozinho
Quando me dá um certo calafrio

Pensava que a morte não me assustava
E que esta era muito bem vinda
Creio que agora não mais
Não que minha vida tenha se tornado maravilhosa
Mas percebi que a morte não vale a pena quando se está desesperado

A tristeza emanada é pior que a sua própria tristeza
Pessoas morrem todos os dias
E todos os dias a tristeza cresce
Se for para ir embora
Que vá em paz
E amenize a dor dos outros

Não cause mais sofrimento além do seu próprio
Não dissemine o que te destrói
Não destrua a quem te ama.



Escrito por Anonymous às 04h05
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